Sou de virgem... e só de imaginar me dá vertigem!



09 julho 2010

Dani boy!


Tinha tudo para ser um dia como outro qualquer, não fosse pelo fato de no final da tarde ser surpreendida por uma mensagem: “A noite estarei no Larus, tens compromisso?” – e antes mesmo que eu pudesse pensar, raciocinar ou sei lá o que, me peguei respondendo: “Ok, vou no Larus te ver!”
Tenho certeza absoluta que nesses momentos é sempre a minha impulsividade que fala mais alto, ela, que sabe tanto de mim, que sabe tanto o que eu quero...
E ali, naquela noite fria, algumas horas mais tarde, estava eu: congelada (frio? nervosismo? ansiedade?) esperando você! Conversava telepaticamente com minha única companhia, e tenho certeza que naquele momento, em que o passado voltava a minha mente, me trazendo sensações maravilhosas, ele me entendia: meu cigarro... já tão calejado de minhas histórias, já tão cansado dessa minha companhia barata, dessa minha necessidade incabível de tê-lo sempre comigo... resolvi que era a hora de deixá-lo ali, no chão, já que apenas uma pequena parte dele me ajudava a espantar o frio...
Voei... voei prá longe, voltei prá perto...parei em você e no meio dessa minha viagem infernal até o paraíso, percebi que você vinha em minha direção...
Tão você, tão seguro, tão intenso, tão eu!
E foi então, que daquela mesma maneira de sempre, você me abraçou. E por alguns instantes, no calor daquele abraço, eu quase havia esquecido que apenas dez anos haviam se passado desde o dia que você me abraçou assim pela primeira vez.
E foi tão bom perceber que a vida e o tempo, haviam feito mudanças em nós, mas você continuava o mesmo... O mesmo sorriso perturbador, a mesma maneira de falar, o mesmo cheiro, o mesmo abraço que me fazia esquecer o mundo...
E por um momento desejei que assim como a noite, aquele momento se congelasse e eu pudesse ficar ali, encostada no seu peito, sentindo o calor do seu corpo, sentindo aquele carinho imenso e intenso que tão bem me faz!
Tenho certeza que por mais intimidade que eu tenha com as palavras e elas comigo, hoje, eu não conseguiria traduzir todo o encanto daquele momento...
E entre uma palavra e outra, um sorriso e outro, um olhar e outro, conseguimos nos saber nas entrelinhas, conseguimos nos resgatar no tempo e você me fez recordar um dos momentos mais especiais da minha vida. Voltei dez anos no tempo, ao nosso tempo, ao dia em que nos conhecemos, ao dia em que nos perdemos, aos dias em que fui sua, ao dia em que você não me quis mais... O quanto eu te odiei naquele dia e o quanto te amei e te quis de volta no dia seguinte... E em todos os outros dias que chorei de saudade e em todos os outros dias que você foi se alojando aqui...
Nossa! Como explicar tanto carinho? Como traduzir para você toda a emoção acumulada aqui dentro? Você não precisa de tradução, você simplesmente foi a pessoa especial de uma época especial da minha vida, você foi um grande amor, quando meu amor maior era por mim mesma, você foi o cara! Aliás você não foi, você simplesmente é!
E ali, naquela mesa de bar, entre cervejas, palavras, cigarros, sorrisos, entre lembranças de um passado recente de nós dois, você me fez recordar, relembrar, reviver – viver!
Foi simplesmente perfeito ter estado ontem com você! ... sua maneira de tocar meu rosto, como antigamente, ainda me faz levitar... e estar ao seu lado, mesmo depois de dez anos, me mostrou que apesar de tudo, mesmo que por breves instantes, ainda é possível voar...
Claro que eu não poderia terminar esse texto, sem assinar da mesma forma como você costuma me chamar:
     
                                Tua Lu!








E prá você Dani boy, todo o meu carinho!




P.S.: borboletas com saudade!


...e agora você volta, e balança o que eu sentia por outro alguém...

08 julho 2010



Por isso é que olho para a menina que ainda acreditava em para-sempre e nunca-mais, e sinto até saudade. Ela ficou no castelinho de bonecas e acabou desaparecendo para dar lugar a essa outra, cheia de exigências e determinação para não repetir alguns erros, com cicatrizes por dentro e por fora, tendo canalizado a vontade infinita de cuidar de alguém numa direção bacana e admitindo que o único relacionamento longo que consegue manter é o que nunca começou, e por isso mesmo, nunca termina!

06 julho 2010


E se um dia, você sentir frio, se estiver tomando um café quente,  escutando "aquela" música e lembrar do meu nome, e sendo assim, sentir saudade... Não pense duas vezes. VOLTE! 

05 julho 2010

Luiz Filipe!




"Um dia, meu filho, tu fostes frágil, absolutamente indefeso e dependia de  mim nos mínimos detalhes!
  Estava nos teus primeiros contatos com o mundo!
Sorria de todas as coisas e chorava com intensa facilidade.
  Era tudo muito mágico!

  Em meus braços, tu encontravas a segurança e secavas tuas lágrimas.
  Lágrimas de "birra", de mal criação, de pequenos tombos que não doíam
  tanto assim, mas, tu só paravas de chorar, quando te encolhias em meu  abraço.
  Agora, tu já não vens correndo indefeso!
  teu olhar infantil e desprotegido, cedeu lugar a um jeito todo diferente
  de ser!

Hoje tu completas 15 anos...
  A vida te fez crescer e como cresceu!
  te tornastes auto-suficiente! (ou pensa que te tornastes).
  E olha pra mim como se o mundo fosse todo teu e a razão estivesse
  sempre do teu lado.
  Calma, meu filho! Em parte, tu tens razão! Mas só em parte!
  O mundo é todo nosso sim, embora, muitas das vezes tenhamos que encarar
  as diversas situações da vida, com uma "overdose" de humildade.
  Mas... os jovens só entendem isso, quando já não são tão jovens!
  E a razão, meu filho, nunca é de ninguém, por que a cada minuto,há
  sempre um novo detalhe para aprendermos!
  Agora, tu já não me procuras mais, após os "tombos da vida".
  E se lágrimas rolam, tu já não me deixas secá-las!
  Afinal, uma pessoa adulta, não corre para a mamãe... isso é coisa de
  criança, não é mesmo? (ou não?)
  O teu contato com a vida, no presente, é muito mais real e já não  precisa tanto
   do meu olhar   
protetor!
  Se observarmos pelo lado prático... esses sapatos que tu estás usando
  no momento, oferecem muito mais segurança e é de cima deles que
  agora tu vês o mundo.
  Traga com esses novos passos, a bagagem linda que sempre procurei te  passar.
  Por mais que a vida às vezes seja confusa, e nem sempre,exatamente do
  jeito que a gente gostaria que fosse.
  Ainda assim, filho... vale a pena cair... levantar... aprender... rir...
  chorar... saber agradecer! Vale a pena viver!
  tu podes fazer da tua vida, uma canção!
  tu podes e deves ser um vencedor!

  É importante tu teres consciência da tua missão no mundo e fazer dela,
  tudo o que souber e puder para crescer como ser humano.
  Não deixando de lado, em nenhum momento, a humildade!
  Por que com ela, tu viverás também momentos de sabedoria!
  Não deves esquecer o respeito e a capacidade de ouvir o próximo.
  Saiba discernir, seja justo e tenha muita Fé!
  É importante, meu filho... trazer também na tua bagagem, algo chamado
  TERNURA! Ela cabe em qualquer cantinho!
  No coração, no olhar... ela vai te fazer muito bem!
  O que dizer... entre um sapato e outro? Tantas coisas...
  Saiba que... o meu olhar ainda é o mesmo... protetor... (as mães são
  assim!)
  O meu abraço, ainda está aqui, esperando por ti, em "qualquer tombo".
  O meu jeito bobo de ser... entre um sapato e outro, continua o
  mesmo... por que sou tua mãe...
  e será sempre maravilhoso te chamar de meu filho!



  "Filho, como posso te ajudar a ver? Posso te oferecer meus ombros para
subires?
  Agora tu estás vendo mais longe do que eu.
  Agora tu vês por nós dois.
  Não quer me dizer o que está vendo?"

 
 Te amo mais do que ontem e menos do que amanhã.


Feliz aniversário! Parabéns por esses 15 anos de bravura!
                                                          Meu pequeno gigante!






Me quebro todos os dias! vou andando e
ouvindo os caquinhos caírem no chão,
me despedaço, me arranho, me sujo e sangro
todos os dias, mas à noite no sono, nos sonhos
tento me colar, me curar, juntar os pedaços,
às vezes funciona, às vezes não!
  Hoje não...

                                                        

03 julho 2010

Inacreditável!



Mas o que é isso meu Deus??? hein???
resolveu ficar de mal comigo em pleno sábado?

Não dá prá devolver meu celular, ou pelo menos fazer meu msn funcionar???

Deus, tô pirando...isso é sério....

HELP-ME!!!




Hoje cedo ganhei um texto que define a mulher virginiana, e, se minha personalidade tem uma explicação astral, ou se é só uma coincidência, não sei... mas que essa aí debaixo sou eu todinha, ah... isso eu garanto !!! ...




Mulher de entusiasmo, de coragem, de energia e de amor. (nem tanta coragem assim!)
Intuitiva, mescla lógica a poesia, corpo a espírito, determinação a ousadia.
Justa, externa sua opinião, onde quer que seja, e em voz alta.
Comoventemente sincera, nada têm de oculto ou complicado. (complicado tenho muito...rs)
Jamais indefesa, é dona de notável autoconfiança e de uma vontade férrea de se levantar a cada queda.
Nada mantém a virginiana abatida, e nunca admite uma fraqueza.
Otimista incurável, não sucumbe.(totalmente verdade!)
Não aceita tons intermediários : nada de morno, nada de gente só boazinha...(ai, perfeito!)
Desprendida, sem preconceitos, pronta para jantar com reis ou com mendigos, afinal, ninguém é melhor do que ninguém.
Gosta de oposição e nutre-se dos desafios.
Suas tempestades transformam-se em arco-íris logo depois de cada aborrecimento. E uma virginiana enfurecida merece o máximo de distância, pelo menos por um instante. (distância e silêncio, muito silêncio)
Pode envolver você com uma paixão ardente num minuto, e ser tão fria quanto um urso polar no minuto seguinte. (fazer o que né? a vida ensina...)
Ama tal qual fala: diretamente, mas pode passar melhor sem um homem do que qualquer outra mulher, mesmo desejando sempre aquele herói...
Decide sua vida, vive com independência. E para amar, precisa de alguém que admire sinceramente e muito, muito mesmo.(é, não tem como fugir, preciso admirar muito mesmo)
Não tem medo de intenções apaixonadas, não foge às respostas, mas nada de parceiros fracos e sem atitudes. (putz! mais correto impossível!)
Ama um único homem; pelo menos de cada vez. (é...rs qto a AMAR  é verdade mesmo!)
Orgulhosa, não admite recusa de amor... (taí uma falha...ñ sou nada orgulhosa...e admito recusas sim, se tu não quer, tem quem queira!)
Fiel, não admite tapeações. (Tá, toda regra tem sua exceção..rsrs eu admito!)


Ah... e só sabe beijar com o corpo todo...

      é, só com o corpo todo realmente!

Marina!



Antes de você nascer, filha, meu mundo andava tão cartesiano.
Minhas dores, que não foram poucas, me fizeram aceitar apenas o que era certo e irrefutável.
Cheguei a pensar que meu coração não aguentaria.
Não havia mais entrelinhas, nem encantamentos, nem inocência. Tudo tão endurecido, tão sedimentado.
Mas Deus, seja qual for a forma que o defina, me deu mais uma chance. Afinal, não se pode fugir da dor fugindo da vida...
.
Então, de repente : você. Bem ali. Em minhas mãos.
Vida. Vida. Vida.
Se não tivesse te chamado Marina, te chamaria Vida, porque é assim que és prá mim : Vida.
E tudo começou a se ajeitar mais uma vez.
Comecei a acreditar de novo, a aceitar, a agradecer, a compreender...
.
Você filha, também foi minha mãe.
Nasci de novo por você...
E para você me fiz inteira, me fiz amor, me fiz calor.
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Porque esse nosso amor vem de muito longe...
Vem de muito tempo...
Vem de nossas almas... porque elas sempre se amaram...
Sempre.

Ele me olhou demoradamente, e foi diminuindo a velocidade até parar no acostamento.
.
- desce...
.
Saí do carro imaginando o que viria a seguir. Aquela era uma avenida movimentada, e que tipo de coisa afinal teria que acontecer fora do carro e no meio de uma grande avenida ?
Mas ele pouco se importou com minha momentânea confusão. Desceu também. Deixou as portas abertas e pude ouvir o ar sendo tomado por aquela música linda e alta. Confesso que, por alguns instantes, quase me esqueci de onde estava. Mas logo quis saber :
.
- o quê é isso ?
.
- shhh... não perca tempo agora tentando entender, apenas venha
..aqui. Não posso esperar. Preciso dançar essa música com você.
..E preciso urgentemente...
.
Ele disse essas palavras enquanto caminhou até mim. E, sem querer que fosse desperdiçado um segundo sequer, puxou meu corpo junto ao dele. Boquiaberta, e absolutamente encantada, cedi. Minha alma também queria viver aquele momento.
Começamos a dançar. Uma única canção.
Como se não existisse nada ao nosso redor. Ignorando o fato de estarmos em plena rua, expostos, quase ridículos, num final de tarde caótico.
.
Acho que foi um dos momentos mais bonitos que já vivi.
E, nunca mais dancei assim.