Sou de virgem... e só de imaginar me dá vertigem!



03 julho 2010

Marina!



Antes de você nascer, filha, meu mundo andava tão cartesiano.
Minhas dores, que não foram poucas, me fizeram aceitar apenas o que era certo e irrefutável.
Cheguei a pensar que meu coração não aguentaria.
Não havia mais entrelinhas, nem encantamentos, nem inocência. Tudo tão endurecido, tão sedimentado.
Mas Deus, seja qual for a forma que o defina, me deu mais uma chance. Afinal, não se pode fugir da dor fugindo da vida...
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Então, de repente : você. Bem ali. Em minhas mãos.
Vida. Vida. Vida.
Se não tivesse te chamado Marina, te chamaria Vida, porque é assim que és prá mim : Vida.
E tudo começou a se ajeitar mais uma vez.
Comecei a acreditar de novo, a aceitar, a agradecer, a compreender...
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Você filha, também foi minha mãe.
Nasci de novo por você...
E para você me fiz inteira, me fiz amor, me fiz calor.
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Porque esse nosso amor vem de muito longe...
Vem de muito tempo...
Vem de nossas almas... porque elas sempre se amaram...
Sempre.