Sou de virgem... e só de imaginar me dá vertigem!



23 março 2012


As vezes me pegava imaginando como seria minha vida; tentava planejar e escolher. Isso faz anos... e hoje vejo o quanto a vida é imprevisível.
O que antes pra mim era importante, hoje é irrelevante. Quem já foi essencial, vejo como uma pessoa a mais. E eu... bem, fui eu quem mais mudei. E mudo, a cada momento que se vai eu vou junto, e a cada novo momento me reconstruo. Achava que tentar manipular e planejar o próximo dia seria bom para que eu não cometesse erros, eu me enganei tanto... não que seja errado fazer planos, mas procurar ter em mente o que acontecerá é uma perda de tempo absurda. Planos são bons para as coisas passageiras, bons para eventos. encontros e atos raros. Fazer regras para si, para o que ocorrerá é algo subjetivo e abstrato demais.
Mais vale fazer um bom agora. Um agora digno de uma exposição mais a frente, fazer um presente admirável, para que se consiga um futuro ainda melhor.
Eu não consigo acreditar muito no destino, acredito ser algo criado para explicar os acontecimentos e ainda algo que serve para que pessoas tenham uma desculpa para deixarem as coisas acontecerem ao invés de fazer com que elas ocorram. E sorte... bem, eu tenho contado muito com ela ^^.
Ainda imagino como estarei daqui um tempo, é normal. Mas parei de fazer disso um propósito, sempre me vejo de formas diferentes. Depende de mim, do agora e da vida. 



20 março 2012


Sei que tem algo gritando aqui dentro e eu não posso escutar. Tô assim, tô esperando o tempo certo!

V.I.D.A

Variações Infinitas de Detalhes e Acontecimentos!

19 março 2012

Resposta ao tempo...




 
Vivíamos tão dentro do que construímos que éramos capazes de sentir todo o efeito de nossos orgasmos apenas no nosso olhar. E como era lindo observar em seus olhos os asteroides desenfreados a buscas de milhares de Universos.  Mas quando se aquietavam em meus olhos, era devastadoramente irresistível.
 

Isso sem falar nas gargalhadas que habitualmente erámos acometidos. É, eu e meu amor riamos muito de tudo, nos divertíamos a valer.
 
Cada frase apaixonada que me era dita, me transportava a um lugar que nunca mais consegui visitar.
 
 
 
Eu olhava para o lado e sabia perfeitamente que era aquela exata pessoa quem eu queria amar para todo o sempre.
 
E amarei, para todo o sempre.
 
Mas grandes amores não são para serem vividos e sim para saber que existem.
 
E assim, não estamos mais lado a lado, mas esse amor vai ser dono do último pensamento que terei no momento derradeiro, porque foi o que deu o maior sentido pra minha vida.
 
 
Eu sei que é difícil entender que não se deixa um amor assim, mas se deixa sim e é melhor fazê-lo antes que essas visões sejam opostas ao prazer. Antes que as diferenças sejam maiores que as semelhanças. Antes que nossos caminhos se confundam e nos atrapalhem.
E assim nos desvencilhamos e fomos apostar em novos amores. Vivemos relações muito importantes, nos abrimos para que o único exercício que nos faz dar sentido a vida se fizesse. Amar é o único sentimento que importa para que possamos cumprir nossa missão aqui.
 
Lamento que não pudemos viver o quanto eu gostaria de viver ao lado do maior amor da minha vida - pra sempre -  mas sabemos que temos outras vidas e que certamente nos encontraremos muito mais. E que pra sempre é que nem nunca, tempo pra caral...
 
E, com a distância, e o tempo a gente vai enxergando o grande amor sem a máscara da paixão, que nos cega sem perdão. E vamos vendo nossas desigualdades, aquilo que certamente iria nos incomodar se tivéssemos permanecido juntos, algumas diversidades intransponíveis e chegamos a conclusão de que todos os amores, dos menores aos maiores amores de nossas vidas, só servem mesmo para aprendermos, amadurecermos, desfrutar de momentos gloriosos, respeitarmos ao outro e que apesar de tudo que se diga ao contrário, o ser humano é um viajor solitário.
 
E assim, minha decisão foi sempre amar desenfreadamente, apostar no que encontro de interessante no meu caminho, sem ficar pensando no que foi, no que deveria ser e principalmente me reinventando a cada novo amor.
 
Ah! Tempo!!!! Você adormece as paixões, eu desperto.
 
Se roa mesmo de inveja de mim, pode me vigiar o quanto quiser para aprender como eu morro de amor para tentar reviver.


17 março 2012



Ah se eu pudesse, enfim, saber quanto de mim
ainda existe em você...