Sou de virgem... e só de imaginar me dá vertigem!



30 abril 2012

Penso em deitar no seu abraço e chorar aquele choro desesperado de criança. Há muito o que se chorar. Por mais que a vida sempre se salve em um dia ou outro, preciso chorar, pois há fraquezas que somente o chorar poderá cobrir. Chorar para você me proteger do vento frio lá de fora que me invadiu por inteiro. Chorar por ter caído algumas vezes e não ter voltado para me juntar. Chorar e chorar os dias em que me tranquei no meu mundo dando adeus à solidão enquanto aquecia um café para me esquentar, porque você não sabe, não imagina os descasos que a vida me traz. Nunca tive proteção, embora tenha tentado construir muros e depois acabado por descobrir que os tijolos eram pesados demais para eu carregar. Quero chorar sob a luz dos seus olhos claros e não peço que chores comigo: apenas passe a mão pelos meus cabelos e diga que há outra vida me esperando. A esperança é e sempre será a outra vida. No seu abraço o meu choro viraria confissão e, pela primeira vez, eu seria eu, sem retaguarda alguma. Eu quero me despir no choro mais aguado dos dias mais amargos e ter certeza de que ao fim dele você ainda encarará o meu rosto inchado com a mesma doçura. Sem compaixão: metade do que sofri, fiz por onde. A vida segue a trazer o que se planta e nem sempre os meus jardins foram somente de flores. Mas no seu abraço posso me redimir pela vida que maltratei.  Sempre me joguei entre portas e janelas, sempre encarei o inverno com poucas roupas no corpo, entenda: eu preciso desse choro desde que nasci...

19 abril 2012


A minha vida continua, mas é certo que eu seria sempre sua...

Quem pode me entender???

Depois de você os outros são os outros e só...

18 abril 2012

das coisas simples da vida...

Que saudade de começar o dia com canções...

17 abril 2012

Filho amado...


Houve uma vez um dia muito difícil. Meu coração estava quebrado e minha respiração pesava muito. Voltei para casa tão triste, tão sozinha, que o único destino possível era o travesseiro. Eu não queria fazer nada, falar com ninguém, saber de coisa alguma nesse mundo porque na véspera eu tinha perdido um bocado de esperança. Era minha dor, era grande e eu precisava chorar. Nada naquele dia me faria sorrir. Eu me lembro nitidamente do momento em que você entrou no meu quarto e se sentou ao meu lado, enquanto eu, de bruços, encharcava o travesseiro. Eu amava muito e por isso sofria muito e disso você entendia muito bem. Você foi tão solidário. Não cobrou, não me incomodou com detalhes, não me pediu para parar de chorar. Apenas passou a mão nas minhas costas e perguntou se eu queria dividir minha história, aliviar a carga. Você se dispôs. Foi tão amoroso. Eu aceitei e falei do jeito que consegui. E, sem qualquer julgamento, você elogiou minha coragem, minha força. Nem disse que iria passar logo, afinal conhecia a natureza da minha dor. Simplesmente me olhou com olhos de amor, amizade e solidariedade que me seguraram naquele dia, que me puseram de pé. Depois fomos tomar café naquela mesa da cozinha e o dia seguiu, depois outro, a semana, meses, anos, vida. Que sorte a minha de você ter entrado no meu quarto, torcendo tanto por mim. Eu sentia a torcida, nas suas mãos, nos seus olhos. Como sempre.

Hoje uma cena semelhante ocorreu em uma sala bem distante do meu antigo quarto. Você teria me ajudado outra vez. Não fosse o infeliz detalhe de que hoje meu choro era inteiro por saudades de você. 

Sempre dói filho... mas hoje, foi uma dor absurda!  te amo sempre e tanto!

13 abril 2012

Que vontade de beijá-lo novamente,
o que é que eu vou fazer prá isso acontecer, não sei...♫

12 abril 2012

Tomara que os olhos desse inverno...

...das circunstâncias mais doídas, não sejam capazes de encobrir por muito tempo os nossos olhos de sol . Que toda vez que o nosso coração se resfriar à beça, e a respiração se fizer áspera demais, a gente possa descobrir maneiras para cuidar dele com o carinho todo que ele merece . Que lá no fundo mais fundo do mais fundo abismo nos reste sempre uma brecha qualquer, ínfima, tímida, para ver também um bocadinho de céu . Tomara que os nossos enganos mais devastadores não nos roubem o entusiasmo para semear de novo . Que a lembrança dos pés feridos quando, valentes, descalçamos os sentimentos, não nos tire a coragem de sentir confiança . Que sempre que doer muito, os cansaços da gente encontrem um lugar de paz para descansar na varanda mais calma da nossa mente . Que o medo exista, porque ele existe, mas que não tenha tamanho para ceifar o nosso amor . Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo . Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso . Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes . Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito . Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria . Tomara que apesar dos apesares todos, dos pesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz . Tomara.

Que vontade louca!!!


De sentir teu beijo e beijar teu cheiro;

11 abril 2012

...



Sabe aquele sorriso de canto de boca?

Pois é,

 ele ainda é todo seu...

10 abril 2012


Abra os olhos, de novo. Abra esse verbo de adeus.

Nossas conversas não foram tolas como achamos que fossem e o suspiro  finalmente chega. É hora de os pontos se fazerem pontos e nossas cicatrizes frágeis de tantos enganos se transformarem sutilmente num fim sem remorsos.
A despedida, não sabíamos, foi há tempos. Os lenços brancos amarelam no chão amargando a dureza dos milhões de murros em ponta de faca, a beleza do parir de pôres-do-sol e de um raiozinho fino e bobo que ainda nos une, num vago sonho de primavera.

Estou para poucas letras. Mas quero que saiba que a falta destrói as velhas pontes de nós e apaga as velas como quem morre.

Um brinde a isso que fica.
Um vinho tão velho quanto o nosso discurso para comemorar esse espetáculo vencido que nos tornamos... mas o peito ainda arde.
Ainda amo-lhe com todos os ódios e a lucidez ilusória das saudades de domingo.
E se os lenços são velhos, então choremos as velhas lágrimas, falemos sobre os velhos tempos, nos apertemos nos abraços mais velhos.

Não quero engavetar esse álbum se ainda é tão cedo. As tantas páginas em branco são janelas largas dessa metáfora do inesperado que é o futuro.

Abra os olhos, de novo. Feche esse verbo de adeus.

E volte,

Não é pelo gosto inevitável por sofrer, a tristeza tem seus goles mais doces, mas sinto que nesse ranger de ser-em-ser um eu-triste, um ritual de se ver sempre as mesmas faces nos segue.
Olhar para trás de tempos em tempos e se banhar na ilusão de que as cores de ontem eram mais certas, corroer as horas inúteis de cama e namoros inférteis para chorar os livros não-lidos, as noites tão mesmas são feridas abertas na carne de quem perde os pais numa tarde qualquer e não alcança na mente momentos melhores do que os pouco-felizes.

Viver, para quem é como nós, de costas com alças para que se leve fácil, é nunca ter paz.

Vontades vadias de amores sonhados, bolsos cheios, noites completas e viagens de férias preenchem a alma e condenam a voz de um gosto pelo hoje que não mais tem se deixado cair nestas páginas.

Por isso, quando for frio o bastante para não se crer em nada que não toque minhas mãos, e sonhar na escadaria dos bares com queridos-amigos-que-morrem-um-dia já não condizer com meus planos certeiros de envelhecer com graça e romper com as garras das ilusões de garota, dobre-me ao meio e me guarde na caixa, amigo, pois me rendi à tolice de estar velha-madura e cansei de me ser.

09 abril 2012

Já não me preocupo se eu não sei porquê...


...às vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê. E eu sei que você sabe quase sem querer,
que eu quero o mesmo que você... ♫