"Eu quero viver na sua memória. Qualquer coisa que eu fizer, mesmo que completamente equivocada, tem apenas esse objetivo. Eu já caminhei bastante, já vivi algumas coisas, já conheci umas pessoas. Nenhum lugar, nenhum, me deixou mais plena do que dentro das lembranças que você tem de mim. E eu sei que quando você começar a esquecer alguns detalhes, sua imaginação vai ajudar." Um dia, mais um dia, aquele dia, todo dia...
Sou de virgem... e só de imaginar me dá vertigem!
21 fevereiro 2011
07 fevereiro 2011
“Nenhuma palavra dói mais do que a ausência de palavras. Você não é tolo e sabe muito bem disso. Você me impunha um silêncio devastador. Sumia, não dava notícias, fazia de propósito, queria me ver chegar perto da morte, paralisada, sem forças. Eu esperava o telefone tocar, ele não tocava. (…) Esperava um e-mail que nunca chegava. Esperava uma carta, um sinal de fumaça, uma mensagem no celular, esperava que você aparecesse e trouxesse consigo alguma palavra. Esperava e esperava e esperava. E você não vinha. Você me deixava a sós com esse silêncio que dói mais do que um grito arranhado, do que um corte profundo na carne, que dói mais do que a palavra dor”.
05 fevereiro 2011
E eu quis te ensinar a amar sem medo. Mas como eu poderia ensinar algo que nunca aprendi? Você me conhece o suficiente para saber que crio possibilidades para tudo. E há também a possibilidade de eu não pensar em possibilidade nenhuma. Muito me incomodam os teus silêncios, e quantos textos eu escrevi sobre isso e você nunca leu. Silêncio para mim é um não. Na verdade é pior que um não. Porque também não é um sim. Deixa aberta ambas possibilidades. O silêncio é a pior covardia. Você não sabe tudo que eu ouvia quando você simplesmente não dizia nada. E eu dizendo tudo. E a cena se repete agora. Eu vou estendendo minha esperança até onde posso. Mas ela não é elástica. Eu vou precisar de uma borracha quando tudo isso acabar, perceba que eu penso no fim, antes mesmo do começo. Mas o que houve de concreto entre nós? De real? Palavras apenas. Já que os sentimentos são substantivos abstratos. De verdade mesmo, não houve verbos (ação) nessa nossa relação. E o que poderemos contar do que vivemos? Nada. Será como se não houvesse passado. Porque não serás meu ex-namorado, ou amigo. Não tenho como apresentar-te ao meu futuro. Nunca te entendi...
04 fevereiro 2011
FAZ DE CONTA!!!
Não respondo teus e-mails, e quando respondo sou ríspida, distante, mantenho-me alheia: FAZ DE CONTA QUE EU TE ODEIO
Te encho de palavras carinhosas, não economizo elogios, me surpreendo de tanto afeto que consigo inventar, sou uma atriz, sou do ramo: FAZ DE CONTA QUE EU TE AMO.
Estou sempre olhando pro relógio, sempre enaltecendo os planos que eu tinha e que os outros boicotaram, sempre reclamando que os outros fazem tudo errado: FAZ DE CONTA QUE EU DOU CONTA DO RECADO.
Debocho de festas e de roupas glamourosas, não entendo como é que alguém consegue dormir tarde todas as noites, convidados permanentes para baladas na área vip do inferno: FAZ DE CONTA QUE EU NÃO QUERO.
Choro ao assistir o telejornal, lamento a dor dos outros e passo noites em claro tentando entender corrupções, descasos, tudo o que demonstra o quanto foi desperdiçado meu voto: FAZ DE CONTA QUE EU ME IMPORTO.
Digo que perdôo, ofereço cafezinho, lembro dos bons momentos, digo que os ruins ficaram no passado, que já não lembro de nada, pessoas maduras sabem que toda mágoa é peso morto: FAZ DE CONTA QUE EU NÃO SOFRO.
Cito Aristóteles e Platão, aplaudo ferros retorcidos em galerias de arte, leio poesia concreta, compro telas abstratas, fico fascinada com um arranjo techno para uma música clássica e assisto sem legenda o mais recente filme romeno: FAZ DE CONTA QUE EU ENTENDO.
Tenho todos os ingredientes para um sanduíche inesquecível, a porta da geladeira está lotada de imãs de tele-entrega, mantenho um bar razoavelmente abastecido, um pouco de sal e pimenta na despensa e o fogão tem oito anos mas parece zerinho: FAZ DE CONTA QUE EU COZINHO.
Bem-vindo à Disney, o mundo da fantasia, qual é o seu papel? Você pode ser um fantasma que atravessa paredes, ser anão ou ser gigante, um menino prodígio que decorou bem o texto, a criança ingênua que confiou na bruxa, uma sex symbol a espera do seu cowboy: FAZ DE CONTA QUE NÃO DÓI.
Assinar:
Comentários (Atom)




