Sou de virgem... e só de imaginar me dá vertigem!



06 outubro 2011



Sinto falta de me entregar à essas futilidades fundamentais na vida das pessoas: ser acordada com um bom dia, ser surpreendida com um boa tarde, ganhar beijo de boa noite; ter um colo depois de um dia ruim, dar risada de nada e não lembrar da segunda - feira quando alguém consegue transformar o seu domingo à noite. Eu sinto em mim, uma vontade pulsando dentro do peito de preencher essas linhas com parágrafos inteiros dedicados à alguém que precise 'ouvir', tanto quanto eu preciso falar. As sobras de tantos casos mal terminados, de tantos começos que logo encontraram finais, parecem ter agora se juntado e formado essa ânsia em querer entregar esse sentimento ao primeiro coração que aceite o que eu tenho pra doar. Eu transformo o encontro de olhares com desconhecidos em um motivo pra acreditar que em qualquer fração de segundo, um desses olhares vai ser o sujeito do meu amor. Que o próximo sujeito do meu amor se entregue a minha bagunça e se renda às consequências dos meus planos e que seja sujeito simples, que só precise estar no lugar certo da história pra completar o verbo 'amar'.