Sou de virgem... e só de imaginar me dá vertigem!



23 maio 2011

e você chega... e eu sinto a sua presença...



Foi uma lágrima solitária. Sem som, sem cor, sem hora marcada. Rolou do olho ao queixo em questão de segundos e foi embora sem deixar vestígios. Foi um gemido mudo do coração ao sentir a saudade abrindo espaço e conquistando o seu lugar. Foi um grito no silêncio, um protesto ao meu torpor, uma verdade de dentro borrando a máscara de indiferença do lado de fora. Tenho saudade sim. E o coração trai o que eu tento ser. Dói sim. Dói muito, filho. E a lágrima que saiu sozinha foi aquela que não se conformou com o roteiro do nosso filme. De onde ela saiu existem outras - muitas. Só que todas as outras se conformaram, só essa se rebelou. Todas as outras constroem o rio por onde meu coração navega, navega, navega, sem saber ao certo onde vai chegar. Sem direção, filho. Desde o primeiro dia e da primeira lágrima sem você. O resto foi só disfarce. O coração nunca mente...



João Victor - grande amor da minha vida!