Sou de virgem... e só de imaginar me dá vertigem!



03 março 2011

Para alguém especial que chega, invade e fim!!!


Começo a escrever com a face corada e as borboletas tresloucadas dentro de mim. Uma bola que se aloja na garganta, a vergonha vestindo cada milímetro da minha pele e, entretanto, um não se importar com as conseqüências, nem medí-las ou sequer pensar que. Talvez não tenha consequência nenhuma, talvez nada leve a nada e é exatamente isso que quero dizer. Não porque preciso, mas porque me faz bem. E se me faz bem, porque não me permitir fluir? Assim aglomero as letras que dançaram soltas durante a semana, tento deixá-las fazendo sentido e vou revelando, linha por linha, então.


Jurei que não escreveria frases dúbias, deixo o recado perdido nas entrelinhas. Não cito essas revelações - as deixo reservadas para silêncio em céu azul, onde o corpo conta mais que a fala e os gestos se completam, feitos velhos e bons dançarinos clássicos. Sin-cro-nia. E me calo. Acrescento um ponto final, mas sem antes dizer - como se você não soubesse -que gosto do gosto das estrelas na ponta da lingua e do sorriso que escapa quando as sensações fogem do controle. Recomeço. E, apesar de, te revelo que isso é "detalhe", um bônus extra da tua companhia próxima.


Digo que gosto de. E, depois do ponto, caberiam muitas frases, muitos segredos - meus - e algumas das muitas cumplicidades. Conto que gosto da companhia e ponto. Sem esperar demais, nem desesperar também. Apenas o sentir-se bem com a proximidade, com as palavras doces que vem no vento, com a risada que flui quase sempre e com os olhos que sorriem e revelam e se escondem. Gosto do mistério que tu carregas em cada frase não lida, em cada lágrima engolida, em cada silêncio que te foge do controle, e confesso que não tento adivinhar aquilo que tu escondes, pois se assim preferes, é talvez porque assim, seja o melhor para o momento. Já me contastes tanto de vida que, penso, sei aquilo que devo saber e saberei se assim você quiser. E descobri, posso lidar  com isso. Revelações e segredos. E eu.


Assim, te levo comigo enquanto puder te carregar. Te levo pelos cantos, por me fazer bem te ter em letras, linhas e ladainhas. Levo nas músicas que ouvia e nas que passei a ouvir. Levo naquilo que te lembra, seja num pôr-do-sol que virou poema, numa taça de vinho que bebo sozinha, numa barra de chocolate que me oferecem ao acaso, na música que começa a tocar e naquela, doce e chata, que não sai da minha cabeça. Levo no sorriso no canto dos lábios, no gosto da pipoca, no filme que ainda não vi, mas que verei com você. Levo nos desafios vencidos, no algodão-doce-nuvem, na sensação de equilíbrio, na vogal pouca.  Te levo comigo, enquanto puder te levar...