Sou de virgem... e só de imaginar me dá vertigem!



15 junho 2010

"Opte por aquilo que faz seu coração vibrar, apesar de todas as consequências".

A frase é linda e ela tem absolutamente tudo a ver comigo e meu jeito de ser. Mas ter um coração que obedece a esta regra faz com que pessoas como eu, optem por jamais abrir mão de alguns momentos de felicidade intensa, mesmo sabendo que eles podem ser seguidos de um vazio absoluto.

O que não está dito em lugar algum é que eu não sei de coisa nenhuma. Quem disse que gosto de viver intensamente um momento pra depois sofrer com a falta dele? Por trás de cada escolha que eu faço, desse tipo que faz o meu coração vibrar, eu estou acreditando que não é apenas um momento; eu estou enxergando um começo, um meio, um caminho, nunca um fim. É aí que está a minha grande falha: quando o meu coração vibra eu enxergo longe, mesmo com uma nuvem enorme na minha frente, porque eu sempre acredito que aquela nuvem pode desaparecer. Deve ser por isso que é muito mais fácil ser feliz sem tanto esperar, sem tanto querer e sem tanto acreditar, porque assim conseqüentemente vamos muito menos nos frustrar.

Ser feliz é um estado de espírito muito mais constante, que até pode ser abalado em algum momento, mas não é definido por apenas um momento. 

E aí eu fico me perguntando. Será que então ser feliz é abrir mão da vibração? Será que ser estável e constante como um carrossel é realmente mais feliz do que (curtir) os altos e (sofrer com os) baixos de uma montanha russa? Talvez um dia eu acredite nisso e seja feliz. Provavelmente no dia em que meu coração pare de mandar em mim. Por enquanto ele segue mandando. E pedindo pra vibrar. Ou pelo menos amar...