Sou de virgem... e só de imaginar me dá vertigem!



29 maio 2010

Meu Deus, o que eu faço com este homem? Ele tem uma voz mansa e firme que me hipnotiza enquanto fala, usa um perfume que me enlouquece quando me abraça e ainda consegue escolher sempre os melhores lugares pra se levar uma mulher. Ele ouve música boa, é independente e me deixa sentir aquela saudadezinha leve, gostosa. Meu Deus, o que eu faço quando não posso mais com ele? Eu vacilo e recuso, mas volto correndo pra sentir aquele beijo calmo, aquele beijo que parece querer descobrir cada partezinha da minha boca nunca antes desvendada e assim, a língua dele visita lugares que eu nem sabia que existiam. Enquanto ele brinca com a minha inexperiência, a mão dele segura firme a minha cintura e eu começo a querer coisas que eu desconhecia. E agora? Eu já havia jurado que paixão nunca mais, desse mal não morreria e estou aqui, quase implorando pra ser afogada no afeto que ele proporciona. Ele faz tudo tão certo que eu até me pergunto como consigo ser tão errada. Tenho vontade de sair correndo, de fugir dele, mas já não há saída - não tenho me importado com o amanhã, por uma questão muito simples: hoje eu ainda o tenho e isso me basta. E basta, pois ao pensar em desistir escuto a voz dele dizer: ‘me sinto tão seu’ e tudo parece fazer sentido dentro de uma lógica completamente ilógica, é, eu também sou tão sua. Que merda, eu sou tão sua!